domingo, 11 de outubro de 2015

MÁRCIA LISBOA



A cantora e compositora carioca Marcia Lisboa lançou seu primeiro Cd “Nós e o Rio” no final de 2008 e desde de então vem se destacando no cenário  da MPB. Retornou agora da sua segunda turnê consecutiva na Europa, onde apresentou-se em grandes festivais. Marcia foi a única brasileira na programação oficial do 46º Pori Jazz em Julho de 2011. E foi convidada a retornar em 2012, devido ao grande sucesso de público e Critica. Esteve nas ultimas duas edições que contaram também com nomes como Elton John, Ricky Martin, Omar Hakim, Joshua Redman, Nora Jones, Paul Anka, além de outros grandes nomes do Jazz. Esse mesmo festival já teve atrações como. Gilberto Gil e Hermeto Pascoal. Marcia realizou shows com ingressos esgotados.
Apresentou-se no LinnaJazz, onde foi destaque, participou também do Faces Etno Festival por dois anos consecutivos, e mostrou sua música em casas de Jazz ao Lado de nomes como o pianista Marian Petrescu, que ganhou o Grammy 2009. Marcia Lisboa realizou mais de 24 shows Passando por Lisboa e Finlândia. Sendo destaque na mídia e obtendo sucesso de público e crítica.
Marcia mistura a raiz de nossa música com influencia do Jazz americano. Podemos esperar shows com interpretações profundas, alegres e com a sensualidade da música brasileira, onde as nossas raízes dialogam com as influências do mundo, em releituras modernas, com arranjos inéditos de Marcelo Pfeil.
No Brasil a voz de Marcia já viajou para Bahia, São Paulo e Minas, apresentou no projeto da prefeitura de Niterói com o Show “Samba in Bossa”, no Rio de Janeiro Marcia apresentou-se em projetos nos Sescs e em diversos pontos da cidade, Cais do Oriente, o tradicional Vinicius, em Ipanema, passando pela Lapa, até as Lonas Culturais da Prefeitura. Seu último show no Brasil antes de sua última turnê foi em homenagem ao compositor Noel Rosa realizado no Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo.

Na TV
Contribuiu também para um especial do Jornal do Rio na TV Brasil com o seu projeto “O som de Noel Rosa”, onde Marcia assina roteiro e pesquisa, além de interpretar as canções do grande mestre. O projeto foi elaborado para homenagear o compositor em seu centenário no SESC Tijuca.

marcialisboap@yahoo.com.br

www.facebook.com/MARCIALISBOASINGER.BR
www.marcialisboa.com





(Para entrevistar a cantora Marcial Lisboa, envie suas perguntas até o dia 18/10/2015)


RESULTADO DA ENTREVISTA:



Sabrina Oliveira pergunta:

Com que idade você começou a perceber que tinha talento para cantar e compor musicas ?

Marcia Lisboa responde: 
Quando eu tinha uns 6 -7 anos eu brincava de inventar canções... na verdade isso é normal, todas as crianças (quando pequenas) inventam, criam melodias... eu gostava muito de fazer isso, mas foi quando eu tinha 17 anos que fiz minha primeira música que achei realmente boa, ela está no meu primeiro CD, chama-se "Corda Bomba" e você pode ouvir um trecho no Google Play , ou se tiver IPhone, na loja da Apple.

Sabrina Oliveira pergunta:

No inicio de sua carreira, alguém lhe colocou obstáculos a começar a cantar e compor?

Márcia Lisboa responde:
Não, ninguém "colocou " obstáculos, mas a própria vida coloca... eu comecei no Teatro, cantando e atuando com 13-14 anos, em uma CIA teatral. Participava também de encontros de música e poesia, e assim fui me inspirando, compondo canções, criando histórias. Nunca foi fácil, não é até hoje, mas o importante é fazer sempre o seu melhor. Saber o que quer e acreditar que com trabalho, será possível alcançar seus objetivos.

Sabrina Oliveira pergunta:

Em algum momento de sua carreira você chegou a temer que nada daria certo ?

Márcia Lisboa responde:
 Todos os dias, rsrsrs (estou exagerando)... mas todos temos medo. Para mim o importante é saber lidar com o que é real, focar no seu objetivo é sempre acreditar que será possível alcança-lo. Contudo, não basta ter talento, não é o suficiente ter foco, é necessário muito trabalho, estudo e planejamento. Quando fazemos isso o medo diminui. Ele é substituído por Foco - Força e Fé em você e no seu trabalho.





 Alguém da sua família é cantor(a)?

Márcia Lisboa responde:
Não, ninguém. Mas eu cresci ouvindo boas canções em casa, depois eu mesma procurei e pesquisei. Amo a música, isso é tão forte que me move.



 Maria Clara Miranda pergunta:

Quais dificuldades você enfrenta em sua carreira ?

Márcia Lisboa responde:
Nossa, são tantas que enfrentamos... a principal, na minha opinião, até hoje , é o fato dos meios de comunicação não facilitarem a divulgação do nosso trabalho, e a falta de políticas públicas para os artistas que fazem trabalhos que não estão na grande mídia, mas que mantém viva a chama criativa da música brasileira.



Qual cantor(a) lhe inspirou no começo da sua carreira?

Márcia Lisboa responde:
Elis Regina me inspira até hoje, ela canta com a alma, com o coração. É uma intérprete maravilhosa. Ela me emociona até hoje. Entre os cantores Milton Nascimento, que além de grande cantor é também um grande compositor.



Em algum momento de sua carreira você pensou em desistir?

Márcia Lisboa responde:
Sim. Mas não é uma opção, pois a música e a arte fazem parte de mim, seria como desistir de um braço, uma perna, não é como desistir de algo que está "fora de mim ". Seria como desistir de uma parte de mim mesma.



Você já teve outro sonho alem de ser cantora?

Márcia Lisboa responde:
Além de amar cantar e compor, amo escrever. Sou escritora e tenho livros publicados. Meu sonho é continuar e conseguir semear mais e mais minha música meus livros pelo Brasil e pelo mundo. Devagar vamos caminhando.





Jessica Ferreira pergunta:

No começo de sua carreira foi difícil se adaptar com a vida de cantora profissional?

Márcia Lisboa responde:
 Ainda não é fácil, o canto está presente em vários trabalhos que realizo. Nas áreas educacionais, literária e artística / cultural. Não é "chegar " e cantar, tem muita coisa envolvida no processo de um show , por mais simples que seja , na feitura e divulgação de um CD ou espetáculo musical. Resumindo, muito trabalho e não é fácil.


Jessica Ferreira pergunta:

Houve um momento em sua carreira em que você soube que queria fazer isso pelo resto de sua vida? Qual foi esse momento?

Márcia Lisboa responde:
 Quando pisei no palco pela primeira vez, eu sabia que queria fazer Arte, me expressar, estar em contato com o público. Foi com 13 anos. Mas a decisão foi se construindo ao longo da minha vida.




Anderson Kelvin comenta e pergunta:

 Muito bom seu trabalho!
Como surgiu essa paixão pela música para ser cantora?

Márcia Lisboa responde:
Obrigada! Eu acho que nasci apaixonada, rsrsrs, mas quando eu ouvia,ou melhor, quando ouço uma música feita com alma e coração, eu me emociono,e desejo colocar a minha alma e o meu coração nela também, e eu canto e interpreto, é a minha maneira de traduzir, o que sinto.




Paolla Meneses pergunta:

Quais são as suas referências do Jazz americano?

Márcia Lisboa responde:
 Ella Fitzgerald, é uma grande inspiração. Gosto muito também Etta James. Dos instrumentistas, Miles Davis e Joe Pass. Mais recentemente admiro o trabalho de Pat Metheny.

Paolla Meneses pergunta:

Como você se sente ao saber que sua música  tornou-se destaque em grandes festivais?

Márcia Lisboa responde:
Emocionada, muito feliz e grata, pois muitas pessoas trabalharam e contribuíram para isso acontecer.


Paolla Meneses pergunta:

Seus familiares apoiaram a sua escolha em ser cantora?

Márcia Lisboa responde:
 Sim, são meus primeiros fãs.




Lucas Brito pergunta:

Você idealiza desenvolver mais projetos como “O som” de Noel Rosa?

Márcia Lisboa responde:
Sim, gosto de concertos temáticos, outro que realizei foi Tom Jobim, um grande poeta. Com canções somente de Tom, sem parcerias.

Lucas Brito pergunta:

Você imaginou que logo após seu primeiro Cd "Nós e o Rio" você se destacaria no cenário da MPB?

Márcia Lisboa responde:
Não. E sei que ainda há muito o que fazer, o caminho é longo. Posso dizer que foi ótimo ser convidada a participar de lindos projetos dentro e fora do Brasil, mas ainda tenho muito trabalho pela frente.




Anita Susco Dib pergunta:
Você tem alguma influência vinda de seus familiares?

Márcia Lisboa responde:
Hoje sou casada com um músico que me inspira todos os dias. Então, posso dizer que sim.

Anita Susco Dib pergunta:

Quais seus projetos futuros?

Márcia Lisboa responde:
Estou em pré produção do meu segundo CD, um novo show e estou escrevendo dois novos livros. Espero até 2017 estar com tudo no mercado.



  
Amanda Luz pergunta:

Olá Márcia Lisboa, tenho uma curiosidade: Ao ser contratada para um show, o que você exige dos contratantes para seu camarim?

Márcia Lisboa responde:
Não costumo fazer exigências, mas se me perguntam, eu gosto de ter chá de maçã com canela, bebidas sem açúcar e frutas.




Kauanny Pires pergunta:

Qual foi sua inspiração para seu primeiro Cd?

Márcia Lisboa responde:
Acho que minha inspiração foi o desejo de me expressar musicalmente. De interpretar as canções inéditas. De dar novas cores para duas canções já consagradas. Minha maior inspiração foi a própria música.




Mensagem especial aos entrevistadores:
Muito obrigada pelas perguntas. Acreditem nos seus talentos e se dediquem a eles. Nada acontece sem trabalho. 

Beijos Marcia Lisboa




Agradecemos imensamente a Cantora/compositora Márcia Lisboa pela inspiradora entrevista. Agradecemos também aos alunos entrevistadores pela belíssima participação.

Até a próxima entrevista...um grande abraço à todos!


Prof. Igo Sanuza

sábado, 11 de abril de 2015

PROFESSOR MÁRCIO SCIALIS




Marcio Scialis iniciou sua carreira musical em 1990. Em 1996, no periódico "Musicalizando", foi citado como um dos dez maiores nomes da gaita no Brasil. Produziu jingles e vinhetas para inúmeras empresas, nacionais e internacionais. ​ ​ Foi convidado para tocar no histórico "The House of Blues" de New Orleans, na China, na Grécia e em Detroyt - NY, mas sempre preferiu dar prioridade aos seus alunos e público no Brasil. ​ Gravou e tocou com grandes nomes, como o maestro Eduardo Lages (Roberto Carlos), maestro Laércio Freitas, Artur Maia, Derico Sciotti (Jô Soares), Skowa, César Camargo Mariano, Joe Filisko, Brian Peters, Flávio Guimarães (Blues Etílicos), Peter “Madcat” Ruth, entre outros. ​ Foi músico exclusivo do Grand Hyatt Hotel por quase dois anos, sendo assistido e elogiado por pessoas do mundo inteiro. Seu pocket show já foi visto por milhares de pessoas. ​ Multi-instrumentista, toca mais de 50 instrumentos musicais diferentes, além de ser cantor. ​ Autor de vários projetos sociais ligados à música, cultura e educação, tendo como objetivo principal a sustentabilidade, a valorização do ser humano através da cultura em sua propagação. Foi diretor do Instituto Cultural Hering, membro do Conselho Comunitário de São Paulo, do Conselho Gestor do Hospital do Tatuapé de SP, Diretor de Artes da SAT - SP e diretor de Marketing da Hering Harmônicas, além de apresentar o programa de TV "Música em Pauta", pela TV Aberta - SP, canal 9 da NET - SP. ​ É responsável pelo conteúdo didático-musical do Método Hering para Flauta Doce, escolhido para a volta da música nas escolas por várias cidades brasileiras. ​ ​Pedagogo, é elaborador de programas de educação musical, como a "Musicalização da Gaita de Boca", executado pelo grupo Harmônicos em unidades do SESI, para cerca de 30.000 alunos.




(Para entrevistar o Professor Scialis, envie suas perguntas por email (igosanuza@bol.com.br) ou FACEBOOK até o dia 18/04).



Confira a entrevista completa:


Julia Maria pergunta: 

Professor Scialis , 
Qual foi o seu melhor momento no mundo da música ?

Professor Scialis responde:
“Julia, o meu melhor momento no mundo da música está sendo agora, respondendo a sua pergunta, porque é muito gratificante você ter reconhecimento, colher os frutos de anos de dedicação à profissão, saber que outras pessoas se interessam pelo seu trabalho. É emocionante – melhor do que ter feito show para milhares de pessoas no Parque Ibirapuera em São Paulo, como já aconteceu comigo algumas vezes...”




Kauanny Pires pergunta:

Professor Scialis, 
Você aprendeu a tocar os instrumentos sozinhos ou teve aulas?? Se foi sozinho o que te incentivou??

Professor Scialis responde:
Kauanny, aos cinco anos de idade ganhei uma guitarra de plástico com cordas de nylon. Se foi importante, mesmo sendo de brinquedo? Claro! Aos seis anos de idade eu ganhei a minha primeira gaita de boca, e foi marcante, tudo muito instintivo. Aos dez anos tive apenas quatro aulas de violão com um professor particular, porque foi em uma época de muita inflação, quando as coisas dobravam de preço de um mês para outro, o que me impossibilitou continuar estudando. Aos quatorze anos eu iniciei minha carreira de ator e modelo. Aos dezesseis, assistindo um programa de TV, vi um senhor tocando gaita. Era o Clayber de Souza, um grande gaitista brasileiro. Entrei em contato e estudei nove meses com ele. Me dediquei tanto ao estudo, que ele me contratou para ser um “professor monitor”, representando o curso dele em 14 grandes escolas de música em São Paulo. Continuei minha carreira de ator paralelamente, até os dezenove anos, participando de peças teatrais, programas de televisão, comerciais e curtas metragens. O contato com as escolas de música me aproximou de muitos instrumentos, como piano, bateria, contrabaixo, guitarra e cavaquinho. Comecei a substituir os meus estudos de textos teatrais por estudos musicais, sozinho nas salas de música nas horas livres. Nesta época, aprendi estes instrumentos sozinho. Meu grande incentivador foi o Clayber de Souza, que também é multi-instrumentista.





Jullia Carolina pergunta:
Professor Scialis,

Quem lhe incentivou a começar a música??? Porque se identifica tanto com a Gaita?? Obrigada

Professor Scialis responde:
Jullia, meus pais me incentivaram na música. Um dos meus tios é guitarrista, o “Luizão”, e um outro, o “Zezinho”, violonista. Dois grandes músicos, cada um com seu estilo. Quando nos visitavam eu os admirava, com um fervor muito grande, dentro de mim, uma mistura de entusiasmo com angústia de não fazer o que eles faziam. Então, não foi só o incentivo dos meus pais, mas também a admiração pelos meus tios. Sobre a gaita, não sei te explicar. De todos os instrumentos, foi o mais fácil pra mim, o que eu consegui tocar músicas muito difíceis, que não conseguia em outros instrumentos. Eu “enxergo” as notas com muita rapidez e fluência, na gaita.




Professor Scialis,

O que te inspirou a tocar tantos instrumentos?

Professor Scialis responde:
Luana, a inspiração de tocar vários instrumentos foi ver meu professor tocando, mas posso te dizer que é INDESCRITÍVEL a sensação de descobrir como se toca um novo instrumento. Fazer com que ele produza som, escutar esse som, entender esse som novo, pensar em como desenvolver melodias e ritmos... é muito bom!



· 

Professor Scialis,
Qual instrumento você prefere tocar??

Professor Scialis responde:
Jordania, o instrumento que eu prefiro tocar, de todos, é aquele que eu ainda não sei tocar! Adoro a sensação de descobrir novos sons. Todos os que já domino, tenho a mesma sensação e entusiasmo, pois dou 100% de mim para tocar qualquer instrumento.





Professor Scialis,

O que lhe incentivou a seguir com a música? Como você tem fôlego para tocar musicas longas com a gaita?

Professor Scialis responde:
Gabi, o que me incentivou a seguir com música foi ver a ótima sensação que se causa nas pessoas que te ouvem tocar. Fazer as pessoas se sentirem bem é muito legal! Tocar em um show, uma apresentação que todos cantam com você, dançam, ou apenas admiram, é fantástico. Sobre fôlego e músicas longas com gaita, vou te contar uma coisa: na gaita, sopramos e aspiramos, então você consegue respirar tocando! Quando tocamos um instrumento de sopro, nosso pulmão fica mais “forte”. Neste ano de 2014, tive um grave problema de saúde envolvendo meu sistema respiratório. Se não fosse a gaita, posso te dizer que não estaria aqui contando essa história, porque foi o que me possibilitou contornar o problema. Após isso, os médicos me recomendaram continuar tocando, porque ajuda ainda mais na recuperação.




Professor Scialis,

Desde quando você gosta de musica? Alguém da sua família tocava algum instrumento para te incentivar?

Professor Scialis responde:
Maria Clara, além dos meus dois tios por parte de pai, tem um detalhe muito importante que eu não ia dizer, mas não vou resistir: aos dez anos de idade me apaixonei por uma vizinha. Ela morava na segunda casa, depois da minha. Eu conseguia ouvi-la tocando violão, lá do meu quintal. Sentava em uma escada e ficava lá, suspirando. Um dia a minha mãe me surpreendeu ouvindo e disse: “que tal se comprássemos um violão e você tocasse junto com a nossa vizinha?” – é claro que eu concordei. Logo depois de ganhar meu violão, no natal daquele ano, corri e toquei a campainha da menina, pedindo que ela me desse algumas dicas. Ela me emprestou algumas folhas das aulas que ela tinha na escola dela, próximo de casa. Foi assim que tudo realmente começou... Ah! Já ia me esquecendo: sabe essa vizinha que eu falei? Então... começamos a namorar quando tinha dezessete anos, após dois anos ficamos noivos, depois de quatro anos nos casamos – estamos juntos há 22 anos e nossa filha tem 14 anos, hoje. Naquela escola que ela estudava violão, virei professor e trabalhei durante sete anos. Minha filha hoje estuda lá...




Professor Scialis, tenho 3 perguntas:
Quais são as dificuldades enfrentadas no seu trabalho?
Em que local você se sente mais calmo para pensar ?
A quanto tempo leciona música?

Professor Scialis responde:
Vivian, as dificuldades são muitas, como em toda profissão. Não conseguiria te dizer todas, mas a principal: falta de reconhecimento do seu trabalho por parte dos contratantes, que acham que o músico só se diverte, então não pode cobrar pelo serviço. Dizem assim: “só pra tocar uma gaitinha, não vá me cobrar caro...” como se você não tivesse estudado, se dedicado, durante anos e anos. Sobre o local mais calmo para pensar, musicalmente falando, quando vou dormir e quando acordo. Ao dormir, o silêncio do meu quarto (minha rua é bem tranquila) me inspira para o novo dia, imaginando o que posso fazer e criar no dia seguinte. Ao acordar, uma música qualquer fica na minha cabeça, em looping, até que eu chegue no meu trabalho e converse com outras pessoas ou toque algum instrumento. Sobre minha carreira de professor de música, iniciei há 23 anos.



Maria Elisa pergunta:

Professor Marcio Scialis,
Quais são os  instrumentos musicais que o senhor toca ou ensina?
Professor Scialis responde:
Maria Elisa, atualmente leciono gaita, violão, piano popular, cajón e canto, por falta de tempo. Há alguns anos atrás era um número maior. Os instrumentos musicais que eu toco, na minha rotina como músico: violão, guitarra, banjo 5 cordas, banjo 4 cordas, bandolim, contrabaixo elétrico, contrabaixo acústico, piano, teclado, bateria, flauta transversal, flauta doce, flauta irlandesa, gaita cromática, gaita diatônica, cajón, udú, surdo, zabumba, escaleta, jaw harp, triângulo, viola caipira, saxofone soprano, saxofone alto, saxofone midi, pandeiro, agogô, caxixi, afuxê, metalofone, congas, bongô, ganzá, cavaquinho. Instrumentos que já toquei, mas há algum tempo não tenho contato: trompete, violino e acordeom. Nossa última contagem havia 56 instrumentos diferentes, entre todos. Estamos planejando uma apresentação onde eu toque todos eles. Vai ser divertido.



Paolla Meneses  pergunta:
Professor Scialis,

Como se deu sua aproximação com a música? A partir de que momento ela se tornou uma profissão?

Professor Scialis responde:
Paolla, minha aproximação com a música, profissionalmente falando, iniciou-se aos 15 anos, quando tinha uma turma de 33 alunos na escola Oswaldo Catalano, em uma oficina cultural de violão. Durante um ano inteiro eu conduzi as aulas, recebendo bem pelo trabalho, sendo que muitos desses alunos têm contato comigo até hoje, e alguns trabalham com música. Esta experiência de ter muitos alunos em uma sala foi muito importante para mim, porque hoje estou envolvido em projetos com 500, 600 alunos de uma só vez, como o trabalho com os Harmônicos, grupo cujo idealizador e fundador é meu sócio, Geison Cezare, na escola de música H-UNIT, realizando workshops em todo o país, nas redes do SESI, SESC e escolas particulares. Participo de outros projetos de musicalização pelo Instituto Hering, do qual sou diretor e autor de quatro livros, escolhidos por várias cidades para guiar os professores nas aulas de música do Ensino Fundamental.





Mariana Bono pergunta:
 Professor Scialis,
Se fosse possivel, visitaria todas as escolas do Brasil para mostrar sua arte musical?

Professor Scialis responde:
Mariana, estar em todas escolas está deixando de ser um sonho para virar realidade. Seja pelos meus livros ou pelo trabalho com os Harmônicos, direta ou indiretamente, isso está acontecendo. É uma realização tremenda, mesmo, ser referência para tanta gente. Não sou o único a realizar esse trabalho, e é preciso ter bom senso para entender que “o sol nasceu pra todos”, ou seja, estou fazendo parte da história da música no Brasil, e isso por si já é maravilhoso.




Professor Scialis,
 Com o passar dos anos o senhor se cansa de trabalhar com música?

Professor Scialis responde:
Maria Luiza, não me canso psicologicamente. Fisicamente, quando o tempo vai passando, nós ficamos mais vulneráveis a dores, ao sono, e nos rendemos na maioria das vezes. Mas no outro dia estamos de pé, novamente, com toda disposição e vontade de quem é apaixonado por seu trabalho!




Julia Zuccolo pergunta:
Professor Scialis,

Qual foi a sensação ao tocar seu primeiro instrumento?

Professor Scialis responde:
Julia, a sensação foi muito legal! Morava em Goiás e tinha cinco anos de idade. Lembro-me de pedir um banquinho para minha mãe, sentei-me no jardim em frente a minha casa e fiz meu primeiro “concerto musical”, tocando “quem quer pão”, uma brincadeira que fazemos com crianças em uma única corda do violão. Não me pergunte de onde tirei a idéia do banquinho o da música, porque eu não me lembro!




Victor Hugo  pergunta:
Professor Scialis "the house of blues" é um show ? Em quantas escolas já lecionou e qual teve mais facilidade para trabalhar?  Com quantos anos você começou a tocar?  Qual instrumento você tem mais facilidade para tocar? Você pretende aprender novos instrumentos? Qual foi o ultimo instrumento que você aprendeu a tocar?

Professor Scialis responde:
Victor, “The House of Blues” é uma casa de shows, em New Orleans, onde já estiveram grandes nomes da música internacional. Sobre as escolas, já lecionei em cerca de 30 instituições diferentes, muitas delas ao mesmo tempo e por muitos anos. A que mais tive facilidade para trabalhar foi a H-UNIT (minha e do meu sócio). Eu pretendo aprender novos instrumentos, como você perguntou, Victor. Sempre. O Último instrumento que eu aprendi a tocar foi o banjo 5 cordas, para tocar bluegrass e country music.



Agradecimento especial ao Professor Marcio Scialis pela disponibilidade em participar dessa entrevista. Parabenizo todos os alunos participantes pelo nível das perguntas. Esperamos que a experiência e conhecimento do professor Scialis e de todos os entrevistados possam servir de estímulos e referenciais em suas vidas.

Um grande abraço à todos...

...até a próxima entrevista!



Prof. Igo Sanuza



domingo, 8 de fevereiro de 2015

MAESTRO RAFAEL VICOLE


RAFAEL VICOLE




Regente titular da Sinfonietta Paulista e Orquestra Acadêmica de Suzano. Em 2012 trabalhou como regente associado do Coral da Cidade de São Paulo, participando da preparação do coral para a Nona sinfonia de Beethoven junto a orquestra Bachiana Filarmônica e na montagem da peça Carmina Burana com a orquestra Acadêmica de São Paulo, foi regente titular da Orquestra de Repertório Manfredo De Vincenzo no período de 2010 à 2012 . No período de 2012 à 2014 foi regente do coral Leopoldo Miguez elevou a qualidade do grupo recebendo dois troféus como melhor coral do encontro de corais Maestro Salvatore e se apresentando com o grupo em diversos encontros corais. Já esteve a frente da Sinfônica do Civebra – DF, Filarmônica Bohuslav Martinů na Repblica Tcheca, Orquestra filarmônica de Goiás e Osusp. Desde 2010 realiza aprimoramento em regência orquestral com o maestro Inglês Kirk Trevor, tendo sido convidado pelo mesmo para ser bolsista do Instituto Internacional de Regência(ICI) para estudar na Republica Tcheca. Vem se destacando em festivais internacionais, tendo recebido orientação dos maestros Tomáš Netopil (República Tcheca), Donald Schleicher (University of Illinois-USA), Nicolás Pasquet (Hochschule für Musik Franz Liszt-Ale), Neil Thomson (Royal College of Music-Ing), Dario Sotelo (Brasil) e Julio Medaglia (Brasil). Foi finalista do segundo concurso de composição Ricardo Rizek com a música "A"bandona e sua composição "música para cinco instrumentos" foi estreada em 2011 na cidade de Oradea na Romênia. Seus arranjos já foram interpretados por artistas como: Orquestra Metropolitana, Camerata Vitta, Silviane Belato, Marcelo Vanucci, Gilberto Chaves, Big Band da Santa entre outros. Realizou em Outubro de 2012 a primeira audição das canções Biblícas de Dvořák cantadas em Tcheco no Brasil, devido ao sucesso foi convidado pelo Cônsul-geral da República Tcheca repetindo as canções para a comunidade Tcheca de São Paulo.


www.rafaelvicole.com



Para entrevistar o Maestro Vicole, envie suas perguntas por email (igosanuza@bol.com.br) ou FACEBOOK até a última semana de fevereiro (02/2015)


VEJA A ENTREVISTA COMPLETA:



Renan Herrera pergunta:
1.         O que é necessário para conseguir participar de uma orquestra?
Maestro Vicole responde:
Ol
á Renan, para particIpar de uma orquestra você precisa tocar um instrumento de qualquer família cordas, madeiras, metais ou percussão.

2.         Quais instrumentos compõem sua orquestra?
Maestro Vicole responde:
No caso da Orquestra Acadêmica de Suzano temos a formação de orquestra de cordas, 15 violinos, 5 violas, 4 violoncelos e 2 contrabaixos.




Thiago Barbosa pergunta:
Quais instrumentos eu poderia tocar em uma orquestra ?
Maestro Vicole responde:
Os instrumentos você pode escolher entre cordas(violino, viola, violoncelo, contrabaixo), madeiras(flauta, oboé, clarinete, fagote), metais(trompa, trompete, trombone ou tuba) e percussão(Tímpanos, bumbo, prato, caixa e acessórios)



Giulia Santos pergunta:
Maestro, qual é o instrumento mais importante de uma orquestra ? São os violinos ou os clarinetes ?
Maestro Vicole responde:
Olá Giulia todos os instrumentos são importantes, não existe o mais importante pois se o compositor escolheu aqueles instrumentos para sua música então todos são importantes.


Manu Paixão pergunta:
 Todas as orquestras são compostas com violinos e trompetes?
Maestro Vicole responde:
Não, existem diferentes formações orquestrais, existe orquestra só de cordas(violino, viola, violoncello e contrabaixo), orquestras só de sopros(flautas, oboés, clarinetes, fagotes, trompetes, trompas, tuba e trombones) e orquestras Sinfônicas que juntam todos os instrumentos que citei anteriormente e percussão.



Leticia Gomes Barone pergunta:
 Quais são os instrumentos que mais gosta de usar em suas apresentações?
Maestro Vicole responde:
Não tenho preferência gosto de todos os instrumentos, a escolha dos instrumentos é de acordo com a música que se vai tocar.




Jullia Carolina pergunta:
 O que o levou a ser um maestro? E qual seu instrumento predileto?
Maestro Vicole responde:
Gosto de todos os instrumentos, não tenho preferido por isso escolhi ser maestro, assim posso trabalhar com todas as possibilidades.



Caio Pinheiro pergunta:
Com quantos anos o senhor decidiu ser um maestro ?
Maestro Vicole responde:
25 anos


Tatiane Roseno pergunta:
Como lidar com alunos que tem algum tipo de dificuldade com música, ritmo ou algum distúrbio como TDAH ou dislexia, mas tem muita vontade de aprender?
Maestro Vicole responde:
O importante é fazer com que essa criança se sinta a vontade com a atividade, sempre ter em mente suas limitações porém, sempre propondo desafios calculados para ela, em um grupo coletivo onde talvez ela seja a única com essa especificidade é importante fazer com que ela se aproprie da linguagem musical e encontre algum instrumento ou prática mais adequada para ela, obviamente um profissional qualificado para trabalhar com essas particularidades é importante.



Lindsey Luso pergunta:
Quando criança, o senhor tocava algum instrumento musical?
Maestro Vicole responde:
Iniciei meus estudos com violão clássico aos 11 anos de idade porém, antes disso já queria aprender música.



Sarah Santos pergunta:
Quando e onde foi sua primeira apresentação?
Maestro Vicole responde:
Tinha 11 anos e foi em um recital de alunos da minha professora, era um salão em um bairro da zona Leste não me lembro o nome.



Luma Gomes Lenardon pergunta:
 Com que idade o senhor ingressou na música?
Maestro Vicole responde:
Comecei a me interessar por música aos 5 anos mas só iniciei nos estudo aos 11.


Natalia Oliveira pergunta:
  No seu entendimento, quais são os maiores obstáculos para o exercício do seu trabalho? O que te move e  te inspira a continuá-lo?    
Maestro Vicole responde:
O maior obstáculo é a seriedade como as outras pessoas vêem a profissão de músico, normalmente há muito preconceito ainda. E o que me move a continuar é sempre a música.



Julia Hiagon pergunta:
O que o senhor sente ao ouvir música?
Maestro Vicole responde:
Sinto uma satisfação muito grande em ouvir música, de alguma forma ela me completa.



Pedro de Moraes pergunta:
Saudação para o Maestro Vicole e para meu Prof Igo Sanuza ! Pergunta:
-    Sr. Vicole, na sua opinião, superação, perseverança e dedicação são palavras chaves para o sucesso profissional? Particularmente gosto de dizer que o DDD (Dedicação, Disciplina e Deus) é essencial, pois sem dedicação à um tempo para tal não há prática, sem a Disciplina para determinar o tempo para a Dedicação também não há prática e Deus é o caminho para ambas fluírem naturalmente. Isso também é válido? Qual seu conselho para os jovens que buscam um futuro profissional pelo menos "estável"? Já agradecido pela oportunidade! Deus o abençoe!
Maestro Vicole responde:
Pedro, dedicação e disciplina são indispensáveis para ser músico, e como em toda profissão você tem que batalhar muito, começar de baixo e sempre com muita honestidade e perseverança trilhar o seu caminho. Já fui fisioterapeuta de um grande hospital antes de me tornar músico profissional e vivo melhor agora como músico, todas profissões tem sua dificuldade. O importante é ter disciplina nos estudos sempre e jamais desistir.





AGRADECIMENTOS:

Agradecemos imensamente o Maestro Rafael Vicole pela disponibilidade em participar dessa entrevista. Parabenizamos o maestro pelo incrível trabalho e lhe desejamos ainda mais sucesso, tanto em sua carreira musical como na vida pessoal.


Agradeço imensamente aos alunos que participaram dessa entrevista. Espero que a trajetória e os ensinamentos do maestro Vicole possam contribuir e inspirar o futuro de todos.

Até a próxima entrevista...abração à todos!

Prof. Igo Sanuza