sábado, 24 de setembro de 2016

MARCELO PFEIL




    Guitarrista, compositor e arranjador...


Conheça um pouco do trabalho desse extraordinário profissional:

Formado em Licenciatura com Habilitação em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNI RIO). • Pós Graduado em Orientação Educacional e Pedagógica pela Universidade Cândido Mendes (UCAM) • Há dez anos é Professor de Educação Musical na Prefeitura do Rio de Janeiro. • De 2005 a 2013 fez parte da Coordenação dos Núcleos Avançados da Escola de Música Villa Lobos. • Atuou de 2010 a 2014 como Professor de Violão e História da Música Brasileira do Conservatório de Música do Município de Macaé (nível técnico). • É professor de Artes na Rede Municipal de Macaé desde 2005, desde 2014 onde desenvolve o Projeto Orquestra de Violões do Colégio Raul Veiga. • De 2011 a 2013 ministrou pela Europa Concertos Didáticos sobre música brasileira, tendo também se apresentado no Pori Jazz e no Faces Etno Festival (Finlândia).  Atua como violonista da Orquestra de Vozes Meninos do Rio (coro de mil vozes formado por alunos da rede municipal), projeto de extensividade da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, este projeto contou com a participação de Leila Pinheiro. • Faz parte de sua formaçao os estudos no conservatório de Música de Kreuzberg, Berlim. • Assina a direção musical do espetáculo “O Som de Noel Rosa“, apresentado para alunos da Rede Municipal de Ensino no SESC Tijuca e transmitido pela TV Brasil na reportagem 100 anos de Noel da Vila. www.youtube.com/watch?v=v3JuZlI7ImE • Estudou Harmonia com Almir Chediak e Composição com Antônio Adolfo. • Formado em Harmonia e Improvisação pelo Centro Ian Guest de Aperfeiçoamento Musical, onde teve aulas com o próprio Ian Guest e com Nelson Faria. • Estudou violão com Luiz Otávio Braga, Maria Haro e Maurício Carrilho. Estudou cavaquinho com Jayme Vignolli e Luciana Rabello. • Em 1994 participou como violonista do grupo Brasiliana e realizou 3 turnês por toda a Europa. • Morou em Berlim de 1995 a 97, onde se apresentou por 2 anos consecutivos (96 e 97) em um dos grandes festivais de Jazz da Alemanha (Berliner Jazz Treffen). • Em parceria com Marcia Lisboa escreveu canções para a ação educativa da Marinha do Brasil. Este projeto resultou em concertos com músicas e histórias para os visitantes do Museu e um audiobook . • Assina os arranjos do Cd “O Livro Mágico”, que acompanha o livro homonimo pela wak editora. • Músico atuante no cenário carioca já se apresentou na Cidade das Artes, Teatro dos Quatro, Sala Baden Powell, Casa do Riso, Centro Cultural Carioca, Lonas Culturais da Prefeitura, Teatro do BNDES, Rio Scenarium e Teatro Municipal de Niterói. • Guitarrista da banda oficial do "The Maze", Clube de Jazz carioca citado por 5 anos consecutivos pela "Downbeat'', lendária revista americana do gênero, como referência em Jazz. • Em Janeiro de 2016 lançou seu Cd instrumental autoral “Coleção de Vinil”, com participações de Zé Canuto e Marcelo Martins. 

https://itunes.apple.com/us/album/colecao-de-vinil/id1073707076 

 www.youtube.com/watch?v=4bRMuSwrULE 



Para entrevistar o Professor Marcelo Pfeil, envie suas perguntas via facebook ou email até o dia 12/10/2016



RESULTADO DA ENTREVISTA:



  Lucas Brito pergunta:  Quando começou a interessar-se por música?

 Marcelo Pfeil responde:

Tudo começou nos anos 70 em Resende, interior do Rio de Janeiro. Eu, caçula de 5 irmãos,  ouvindo, "por tabela" o que minha família colocava na vitrola: É provável que eles não saibam, mas meus irmãos foram meus "primeiros professores de música."
Já em Niterói, estudei no Centro Educacional, que tinha um movimento musical muito intenso, toquei caixa na banda marcial e cantei no coral da escola, também estudei flauta doce, mas achei chato.
Na adolescência meu irmão Paulo, o mais velho, começou a produzir shows de vários artistas consagrados na época. Eu ajudava na produção, assim presenciava os bastidores dos eventos, ficava horas assistindo a passagem de som do grupo Roupa Nova, 14 Bis e do Guilherme Arantes, entre outros. Me sentida privilegiado de estar ali, esses momentos me marcaram mais do que os próprios shows em si.
Aos 14 anos comecei a estudar violão e aos quinze ganhei uma guitarra.
Uma curiosidade: Certa vez fui à Sala Cecília Meireles assistir ao show do Egberto Gismonti,tendo deixado  de ir ao Maracanã em uma decisão do campeonato carioca entre meu time  Flamengo e o Vasco.

Escrevi estas linhas sobre a minha relação com a música quando adolescente:
“Naquelas tardes em meu quarto, não dispunha de toda a informação do mundo. Nada brotava na tela em décimos de segundo. Amigo virtual eu desconhecia, amizade instantânea me fugiria à compreensão. O que seria isso?... Isolamento?... timidez? Talvez. Naquelas lentas tardes, em minha pequenez, maravilhava-me um mero encarte. Havia cumplicidade e escassez rica em possibilidades. E contemplava intenções com escuta atenta à agulha que tecia o detalhe”.






 Nicolle Martins pergunta: Lembra-se da(s) primeira(s) música(s) que aprendeu a tocar no violão? 

     Marcelo Pfeil responde:

Sim, claro que me lembro. Aprendi a tocar “Hora do Almoço” do Belchior. A sugestão veio do professor. Não era a música que eu mais gostava no mundo, mas não era tão difícil e consegui tocar nas primeiras aulas. Tempos depois percebi que a escolha foi orientada por motivos didáticos.






Guilherme Sartori pergunta: Por quê optou pela carreira musical?

Marcelo Pfeil responde:

Música sempre me remeteu à criatividade, disciplina, aprimoramento, afeto, encontro e à produção... esses foram os  motivos!  Foi uma escolha natural, mas ao mesmo tempo difícil de colocar em prática, pois os resultados nem sempre são rápidos e por vezes nos cobramos a esse respeito.
Sou o único músico da minha família, que não entendia muito bem sobre a carreira e essa profissão. A esse respeito havia uma preocupação, mesmo que não declarada, dos meus familiares, mas não me faltou apoio.  Também não foi um processo linear, fiz outras coisas fora da música, como faculdade de engenharia, mas não concluí. 
Ter morado na Alemanha por 3 anos com intensa atividade musical e logo depois ingressado na faculdade de música, foram fatores decisivos no processo de amadurecimento da minha carreira.






  Kaillany Fátima pergunta: Com que idade iniciou sua carreira musical?


 Marcelo Pfeil responde:

Aos dezenove anos de idade comecei a tocar e a lecionar violão profissionalmente. Havia largado a faculdade de engenharia, o que me moveu no sentido de produzir os projetos musicais.






Julia Oliveira de Jesus pergunta: Qual a importância da música em sua vida?

Marcelo Pfeil responde:

Sempre foi a minha prioridade! (...as vezes uma obsessão). Quando mais novo, me esqueci um pouco de outras coisas, sempre com o objetivo de tocar e aprender... paguei um preço  por isso, mas hoje sinto que valeu a pena.
Ultimamente comecei a também apreciar coisas simples que a música poderia me trazer, como por exemplo, “fazer um som” com um amigo, mostrar para alguém uma música nova que compus, ver a evolução de meus alunos e suas descobertas, apreciar a musicalidade das palavras lendo, por exemplo, a  literatura de cordel ou a obra de Manoel de Barros.

Talvez eu surpreenda quem nesse momento lê estas linhas, mas não gosto de música em todos os momentos. Vou explicar:
Vivemos em um mundo rodeado de informações incessantes e velozes. Hoje em dia, ouve-se música o tempo todo, em todos os lugares, cantos, em todos os volume e direções , e na maioria  das vezes, fazendo alguma outra coisa. Curiosamente, por gostar muito de música, às vezes procuro os lugares silenciosos, pra descansar o meu ouvido.






  Manoela Reis pergunta: Alguma vez já pensou em compor canções de outros gêneros musicais diferentes dos que costuma realizar?

 Marcelo Pfeil responde:

Esta questão é muito norteada por outros projetos que participo... pode ser uma trilha para uma peça de teatro, arranjos de um Cd para um livro, ou ainda outro artista para o qual eu faça a produção. Sou muito atento à demanda artística em cada situação... sempre me pergunto que tipo de estética musical vai atender  cada momento. Por este viés, componho estilos fora da minha expectativa. Não gosto de rótulos, mas espontaneamente transito mais pela música brasileira (choro, samba e bossa nova),jazz e música universal.






Athaly Martins pergunta: Quem são (ou quem foram) seus ídolos na música?


Marcelo Pfeil responde:

São muitos, é provável que, por falta de espaço, eu cometa uma injustiça e não mencione alguém:
Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, Tom Jobim, Villa Lobos, Milton Nascimento, Guinga, Pat Metheny, Jim Hall, Paul Desmond, Charlie Parker, Miles Davis, Mike Stern, Jackson do Pandeiro, Bach, Wagner, Palestrina, Chico Buarque, Jacob do Bandolim, Steve Wonder...






Debora Marques pergunta: Como foi a experiência na carreira musical através de sua turnê na Europa?


Marcelo Pfeil responde:

Fiz 3 turnês em 1995 como guitarrista do Grupo Brasiliana... tocamos na Alemanha, Áustria, Suíça , Bélgica e Luxemburgo.  Cada turnê tinha 3 meses de duração com 70 shows previstos.
Em 1996, encerrado o meu contrato, fiquei morando em Berlim por mais dois anos, mas nesse caso sem uma banda fixa. Como mencionei acima, este período foi muito importante para solidificar minha carreira.
Entre 2011 e 2013 fiz mais 3 turnês por Portugal, Finlândia e Estônia, desta vez como músico e arranjador da banda da cantora Marcia Lisboa. O ponto culminante foi nossa apresentação no Pori Jazz (Finlândia), neste ano uma das atrações foi o Elton John e no ano seguinte Nora Jones. Neste mesmo país, considerado o primeiro lugar em Educação no mundo, fizemos 3 Workshops sobre música brasileira, uma troca de experiência muito gratificante com músicos e educadores.






Carla Eduarda pergunta: De todas as canções que compôs, qual é a sua preferida?


Marcelo Pfeil responde:

Difícil eleger somente uma... se isso me fosse imposto, escolheria sempre a última canção que compus, mas como não há esta obrigação de nomear somente uma, além da mais recente, escolho as músicas do meu Cd Instrumental “Coleção de Vinil”, lançado este ano.







Julia Maria pergunta: Você considera-se totalmente realizado em sua carreira musical ou sente que ainda falta-lhe algo?


Marcelo Pfeil responde:


Claro que não me sinto realizado, pensar assim é o primeiro passo para interromper nosso aprendizado e um convite para a estagnação. Comemoro as conquistas,mas prefiro acreditar que o melhor sempre está por vir.

quarta-feira, 2 de março de 2016

MARCOS MUNRIMBAU





        Cantor - Compositor - Regente - Instrumentista - Arte-educador 
         (O.M.B. nº 29108)



De formação popular e erudita, Marcos Munrimbau é cantor, compositor, violonista, instrumentista, regente, professor de canto e arte-educador.
Seu trabalho eclético também é refletido nas atividades como regente de corais e grupos instrumentais e na autoria de músicas para espetáculos de teatro, dança e intervenções artísticas.

A trajetória de Marcos Munrimbau tem sido marcada pela valorização e divulgação da música popular brasileira. Das casas de espetáculos paulistanas a Paris, suas canções têm conquistado os mais diferentes públicos.
Filho do jornalista, escritor e músico, Oswaldo de Camargo, Munrimbau teve contato com suas primeiras referências musicais já na infância. Seu CD “Munrimbalando”, apresenta um trabalho autoral, resultante da fusão de elementos extraídos da música de raiz, com doses de afro e pop, e com fortes influências do jazz, da música latino-americana e erudita.

Saraus e performances na rede Sesc:
A história do café; Vozes d’África; Música e Mar - compositores brasileiros; Influências culturais brasileiras; Raízes caipiras; Gentileza e o amor ; Origens nordestinas; A história do amor; A história da mulher; Circuito Adoniram; Homenagem a Milton Nascimento; Um banquinho e um violão; O que te move; A história do rádio e Noites de Verão

Alguns Shows:
Circuito Livraria da Vila - Pocket Show - Lançamento do CD Munrimbalando;
II Encontro Mulheres Contemporâneas - Teatro JDA - SP/SP; Show Pamella Araújo - Abertura - Tonton Jazz Music - SP/SP; Outras Histórias - Márcia Caldeira- Participação Especial- Villagio Café - SP/SP; Munrimbalando em Paris - Blue Note - Paris/França; Munrimbalando Retratos - Crowne Plaza - SP/SP; Projeto Vozes Cidadãs Ritmos Folclóricos  - Clube da Cidade - Secretaria Municipal de Cultura - SP/SP; Acordes Urbanos - Marcos Munrimbau e Cláudia Telles - Casa de Cultura São Miguel - SP/SP ; Projeto MPB nas Bibliotecas - Biblioteca Viriato Correa - SP/SP; Fest Sampa -

Café Piu Piu - SP/SP; Mansidão de Sampaulouco - Teatro Hall - SP/SP ; Geoarte 95 - UFRJ - Rio de Janeiro/RJ; Arte nas Ruas - SP/SP.

www.munrimbau.com.br     munrimbaumarcos@gmail.com      munrimbau@ig.com.br      
https://soundcloud.com/marcos-munrimbau




PARA ENTREVISTAR O CANTOR/COMPOSITOR/REGENTE/INSTRUMENTISTA/ARTE-EDUCADOR MARCOS MUNRIMBAU, ENVIE SUAS PERGUNTAS ATÉ O DIA 11/03.

O RESULTADO DA ENTREVISTA ESTARÁ DISPONÍVEL A PARTIR DO DIA 15/03 COM AS 10 MELHORES PERGUNTAS SELECIONADAS!




CONFIRA O RESULTADO DA ENTREVISTA:



Danilo Fernandes pergunta:

Como artista, quais foram suas inspirações?

Marcos Munrimbau responde:

Foram muitas, desde os meus pais, amigos e colaboradores. Os grandes artistas mundiais e provenientes de diversos gêneros me inspiraram musicalmente, como por exemplo: Astor Piazzolla, o grande modernizador do Tango, Djavan, Milton Nascimento, Chico Buarque (e do coral-de-um-homem só, Bobby McFerrin) dentre outros... Entretanto, a minha família foi alem da música, houve por parte dos meus pais, influencias que construíram a minha formação pessoal, fonte de inspirações de diversas formas.





Julia Maria pergunta:

Com que idade teve suas primeiras referências musicais?

Marcos Munrimbau responde:

Desde a tenra idade, ainda criança de colo. Um fato interessante: certa vez, numa manhã de 1970, a minha vizinha resolveu doar um saco repleto de brinquedos e meio a estes havia um violão de plástico. No exato momento em que vi o instrumento, fiquei fascinado, acenei com as mãozinhas, pedindo aquele violãozinho, eu nem olhei para os outros brinquedos. As minhas referencias surgiram de berço. O meu pai colocava na vitrola, discos preciosos, com muita musica clássica, muito jazz, musicas étnicas e principalmente MPB. A minha mãe cantava ao som do piano que ficava na sala da casa. Recebíamos pessoas provenientes de culturas enriquecedoras. Eu posso dizer que praticamente eu nasci ouvindo de tudo um pouco, mas tudo que havia de mais educativo. Foram referencias que impulsionaram a minha formação artística e pessoal.





Paolla Oliveira pergunta:

No início de sua carreira, você teve o apoio dos seus familiares?

Marcos Munrimbau responde:

Total apoio, principalmente dos meus pais. No inicio, com os meus irmãos, a coisa foi difícil: eles achavam que por eu ser “canhoto”, jamais tocaria como eles. Os safadinhos dos meus irmãos desafinavam o violão, e depois, como se não bastasse, escondiam o mesmo, rsrsrsrsrs. Eu persisti, resolvi tocar com a mão direita e o desafio foi superado. Logo em seguida, os meus amigos, ao verem a minha situação, resolveram me presentear... fizeram uma vaquinha e compraram um lindo violão pra mim. Fiquei todo arrepiado, chorei de emoção por tamanha generosidade deles. Interessante é que hoje me vejo fazendo muitas coisas utilizando as duas mãos. De certa forma, tocar violão com a mão direita me estimulou à pratica de outros feitos musicais e de ordem pratica, como a de abrir uma lata de sardinha, rsrsrsrsrsrs.





Kauanny Pires pergunta:

O que te move como educador?

Marcos Munrimbau responde:

A percepção de que as pessoas possuem um potencial imenso. A certeza de que todos nesse planeta possuem uma luz interior e que essa luz precisa ser estimulada através de um olhar afetivo e valorização da vida. Gosto de ver o desabrochar de consciências. Adoro ver as transformações pessoais despertando coletivos, conferindo abertura de novas visões culturais e sociais.





Gabriel Dias pergunta:

Qual foi a sensação ao fazer seu primeiro cd Munrimbalando?

Marcos Munrimbau responde:

Sensação de liberdade! De gratidão e satisfação pessoal. A platéia, no show de lançamento do cd, me acolheu com fervor e carinho. Lançar um cd não é fácil. São muitas as necessidades e procedimentos para a gravação ficar interessante. Contar com bons músicos e um bom estúdio, são umas das providencias. Além disso, ter recursos financeiros e uma equipe que esteja bem sincronizada.





Manoela Reis pergunta:

De todos os seus anos de carreira, qual foi o momento mais emocionante que você viveu?

Marcos Munrimbau responde:

Cada dia é uma emoção diferente, cada show é um novo movimento, mas posso dizer que talvez o mais emocionante foi durante um show no Sesc Bertioga, quando no momento em comecei a cantar, diversas crianças se aproximaram, sentaram na frente do palco e me olharam com brilho nos olhos. Foi demais, foi tudo emocionante e gratificante.





Maria Elisa pergunta:

Com que idade teve inspiração para começar a compor?

Marcos Munrimbau responde:

Com 12 anos. Uma das minhas primeiras músicas, Violão Medroso, foi criada nessa época. Depois nunca mais parei de criar canções. Hoje tenho 140 musicas, adoro compor e escrever letras que falam de temas diversos, temas que levam as pessoas às reflexões, pensamentos e emoções preciosas.





Fabricio Heleno pergunta:

Qual de suas composições é a sua preferida?

Marcos Munrimbau responde:

Não tenho uma preferida, mas algumas músicas adquirem um significado magnífico de acordo com coisas que eu esteja vivenciando. Elas adquirem um significado maior na medida em que envolvem pessoas, histórias, experiências de vida.





Maria Catarina pergunta:

Quais foram seus 3 maiores sucessos?

Marcos Munrimbau responde:

Acho que as músicas: Medo, Maculelê Batalha e Bandeira Samba são as mais pedidas durante os shows. Em Maculelê, encontro no olhar de cada cidadã um guerreiro, um ser batalhador. Em Medo, encontro em mim mesmo a força da superação dos desafios e em Bandeira Samba, encontro o retrato da nossa gente, do nosso país, a cada roda de uma porção de coisas.





Lucas Brito pergunta:

Quais aprendizados de vida foram proporcionados por sua carreira?

Marcos Munrimbau responde:

São muitos, mas sem duvida, tratando-se de um cantor de MPB, a humildade é fundamental. Aprendi que a música é um alento emocional... aprendi que os sons podem estimular ações...aprendi que a vida é um presente... aprendi que os desafios existem para nos fortalecer... aprendi que ser cantor envolve responsabilidades sociais... aprendi que o artista deve ser um exemplo de cidadão... aprendi que a vida pode ser construída poeticamente e aprendi que a realidade existe, mas devemos buscar sempre alcançar protagonismos e sermos responsáveis pelas nossas escolhas.





Considerações finais do artista/arte-educador Marcos Munrimbau:


Gratidão a todos! Amei as perguntas. “Gentileza gera gentileza”, vocês são demais, amados. Tchau!



Agradecemos imensamente ao grande artista / arte educador MARCOS MUNRIMBAU pela incrível entrevista e a todos os alunos participantes. Agradecemos também as inúmeras outras perguntas enviadas por outros alunos, mesmo que as mesmas não estejam dentre as 10 selecionadas. 


Até a próxima entrevista...


Um grande abraço a todos!


Prof. Igo Sanuza

domingo, 11 de outubro de 2015

MÁRCIA LISBOA



A cantora e compositora carioca Marcia Lisboa lançou seu primeiro Cd “Nós e o Rio” no final de 2008 e desde de então vem se destacando no cenário  da MPB. Retornou agora da sua segunda turnê consecutiva na Europa, onde apresentou-se em grandes festivais. Marcia foi a única brasileira na programação oficial do 46º Pori Jazz em Julho de 2011. E foi convidada a retornar em 2012, devido ao grande sucesso de público e Critica. Esteve nas ultimas duas edições que contaram também com nomes como Elton John, Ricky Martin, Omar Hakim, Joshua Redman, Nora Jones, Paul Anka, além de outros grandes nomes do Jazz. Esse mesmo festival já teve atrações como. Gilberto Gil e Hermeto Pascoal. Marcia realizou shows com ingressos esgotados.
Apresentou-se no LinnaJazz, onde foi destaque, participou também do Faces Etno Festival por dois anos consecutivos, e mostrou sua música em casas de Jazz ao Lado de nomes como o pianista Marian Petrescu, que ganhou o Grammy 2009. Marcia Lisboa realizou mais de 24 shows Passando por Lisboa e Finlândia. Sendo destaque na mídia e obtendo sucesso de público e crítica.
Marcia mistura a raiz de nossa música com influencia do Jazz americano. Podemos esperar shows com interpretações profundas, alegres e com a sensualidade da música brasileira, onde as nossas raízes dialogam com as influências do mundo, em releituras modernas, com arranjos inéditos de Marcelo Pfeil.
No Brasil a voz de Marcia já viajou para Bahia, São Paulo e Minas, apresentou no projeto da prefeitura de Niterói com o Show “Samba in Bossa”, no Rio de Janeiro Marcia apresentou-se em projetos nos Sescs e em diversos pontos da cidade, Cais do Oriente, o tradicional Vinicius, em Ipanema, passando pela Lapa, até as Lonas Culturais da Prefeitura. Seu último show no Brasil antes de sua última turnê foi em homenagem ao compositor Noel Rosa realizado no Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo.

Na TV
Contribuiu também para um especial do Jornal do Rio na TV Brasil com o seu projeto “O som de Noel Rosa”, onde Marcia assina roteiro e pesquisa, além de interpretar as canções do grande mestre. O projeto foi elaborado para homenagear o compositor em seu centenário no SESC Tijuca.

marcialisboap@yahoo.com.br

www.facebook.com/MARCIALISBOASINGER.BR
www.marcialisboa.com





(Para entrevistar a cantora Marcial Lisboa, envie suas perguntas até o dia 18/10/2015)


RESULTADO DA ENTREVISTA:



Sabrina Oliveira pergunta:

Com que idade você começou a perceber que tinha talento para cantar e compor musicas ?

Marcia Lisboa responde: 
Quando eu tinha uns 6 -7 anos eu brincava de inventar canções... na verdade isso é normal, todas as crianças (quando pequenas) inventam, criam melodias... eu gostava muito de fazer isso, mas foi quando eu tinha 17 anos que fiz minha primeira música que achei realmente boa, ela está no meu primeiro CD, chama-se "Corda Bomba" e você pode ouvir um trecho no Google Play , ou se tiver IPhone, na loja da Apple.

Sabrina Oliveira pergunta:

No inicio de sua carreira, alguém lhe colocou obstáculos a começar a cantar e compor?

Márcia Lisboa responde:
Não, ninguém "colocou " obstáculos, mas a própria vida coloca... eu comecei no Teatro, cantando e atuando com 13-14 anos, em uma CIA teatral. Participava também de encontros de música e poesia, e assim fui me inspirando, compondo canções, criando histórias. Nunca foi fácil, não é até hoje, mas o importante é fazer sempre o seu melhor. Saber o que quer e acreditar que com trabalho, será possível alcançar seus objetivos.

Sabrina Oliveira pergunta:

Em algum momento de sua carreira você chegou a temer que nada daria certo ?

Márcia Lisboa responde:
 Todos os dias, rsrsrs (estou exagerando)... mas todos temos medo. Para mim o importante é saber lidar com o que é real, focar no seu objetivo é sempre acreditar que será possível alcança-lo. Contudo, não basta ter talento, não é o suficiente ter foco, é necessário muito trabalho, estudo e planejamento. Quando fazemos isso o medo diminui. Ele é substituído por Foco - Força e Fé em você e no seu trabalho.





 Alguém da sua família é cantor(a)?

Márcia Lisboa responde:
Não, ninguém. Mas eu cresci ouvindo boas canções em casa, depois eu mesma procurei e pesquisei. Amo a música, isso é tão forte que me move.



 Maria Clara Miranda pergunta:

Quais dificuldades você enfrenta em sua carreira ?

Márcia Lisboa responde:
Nossa, são tantas que enfrentamos... a principal, na minha opinião, até hoje , é o fato dos meios de comunicação não facilitarem a divulgação do nosso trabalho, e a falta de políticas públicas para os artistas que fazem trabalhos que não estão na grande mídia, mas que mantém viva a chama criativa da música brasileira.



Qual cantor(a) lhe inspirou no começo da sua carreira?

Márcia Lisboa responde:
Elis Regina me inspira até hoje, ela canta com a alma, com o coração. É uma intérprete maravilhosa. Ela me emociona até hoje. Entre os cantores Milton Nascimento, que além de grande cantor é também um grande compositor.



Em algum momento de sua carreira você pensou em desistir?

Márcia Lisboa responde:
Sim. Mas não é uma opção, pois a música e a arte fazem parte de mim, seria como desistir de um braço, uma perna, não é como desistir de algo que está "fora de mim ". Seria como desistir de uma parte de mim mesma.



Você já teve outro sonho alem de ser cantora?

Márcia Lisboa responde:
Além de amar cantar e compor, amo escrever. Sou escritora e tenho livros publicados. Meu sonho é continuar e conseguir semear mais e mais minha música meus livros pelo Brasil e pelo mundo. Devagar vamos caminhando.





Jessica Ferreira pergunta:

No começo de sua carreira foi difícil se adaptar com a vida de cantora profissional?

Márcia Lisboa responde:
 Ainda não é fácil, o canto está presente em vários trabalhos que realizo. Nas áreas educacionais, literária e artística / cultural. Não é "chegar " e cantar, tem muita coisa envolvida no processo de um show , por mais simples que seja , na feitura e divulgação de um CD ou espetáculo musical. Resumindo, muito trabalho e não é fácil.


Jessica Ferreira pergunta:

Houve um momento em sua carreira em que você soube que queria fazer isso pelo resto de sua vida? Qual foi esse momento?

Márcia Lisboa responde:
 Quando pisei no palco pela primeira vez, eu sabia que queria fazer Arte, me expressar, estar em contato com o público. Foi com 13 anos. Mas a decisão foi se construindo ao longo da minha vida.




Anderson Kelvin comenta e pergunta:

 Muito bom seu trabalho!
Como surgiu essa paixão pela música para ser cantora?

Márcia Lisboa responde:
Obrigada! Eu acho que nasci apaixonada, rsrsrs, mas quando eu ouvia,ou melhor, quando ouço uma música feita com alma e coração, eu me emociono,e desejo colocar a minha alma e o meu coração nela também, e eu canto e interpreto, é a minha maneira de traduzir, o que sinto.




Paolla Meneses pergunta:

Quais são as suas referências do Jazz americano?

Márcia Lisboa responde:
 Ella Fitzgerald, é uma grande inspiração. Gosto muito também Etta James. Dos instrumentistas, Miles Davis e Joe Pass. Mais recentemente admiro o trabalho de Pat Metheny.

Paolla Meneses pergunta:

Como você se sente ao saber que sua música  tornou-se destaque em grandes festivais?

Márcia Lisboa responde:
Emocionada, muito feliz e grata, pois muitas pessoas trabalharam e contribuíram para isso acontecer.


Paolla Meneses pergunta:

Seus familiares apoiaram a sua escolha em ser cantora?

Márcia Lisboa responde:
 Sim, são meus primeiros fãs.




Lucas Brito pergunta:

Você idealiza desenvolver mais projetos como “O som” de Noel Rosa?

Márcia Lisboa responde:
Sim, gosto de concertos temáticos, outro que realizei foi Tom Jobim, um grande poeta. Com canções somente de Tom, sem parcerias.

Lucas Brito pergunta:

Você imaginou que logo após seu primeiro Cd "Nós e o Rio" você se destacaria no cenário da MPB?

Márcia Lisboa responde:
Não. E sei que ainda há muito o que fazer, o caminho é longo. Posso dizer que foi ótimo ser convidada a participar de lindos projetos dentro e fora do Brasil, mas ainda tenho muito trabalho pela frente.




Anita Susco Dib pergunta:
Você tem alguma influência vinda de seus familiares?

Márcia Lisboa responde:
Hoje sou casada com um músico que me inspira todos os dias. Então, posso dizer que sim.

Anita Susco Dib pergunta:

Quais seus projetos futuros?

Márcia Lisboa responde:
Estou em pré produção do meu segundo CD, um novo show e estou escrevendo dois novos livros. Espero até 2017 estar com tudo no mercado.



  
Amanda Luz pergunta:

Olá Márcia Lisboa, tenho uma curiosidade: Ao ser contratada para um show, o que você exige dos contratantes para seu camarim?

Márcia Lisboa responde:
Não costumo fazer exigências, mas se me perguntam, eu gosto de ter chá de maçã com canela, bebidas sem açúcar e frutas.




Kauanny Pires pergunta:

Qual foi sua inspiração para seu primeiro Cd?

Márcia Lisboa responde:
Acho que minha inspiração foi o desejo de me expressar musicalmente. De interpretar as canções inéditas. De dar novas cores para duas canções já consagradas. Minha maior inspiração foi a própria música.




Mensagem especial aos entrevistadores:
Muito obrigada pelas perguntas. Acreditem nos seus talentos e se dediquem a eles. Nada acontece sem trabalho. 

Beijos Marcia Lisboa




Agradecemos imensamente a Cantora/compositora Márcia Lisboa pela inspiradora entrevista. Agradecemos também aos alunos entrevistadores pela belíssima participação.

Até a próxima entrevista...um grande abraço à todos!


Prof. Igo Sanuza